CRAFT Talks: desafios e perspectivas do COMEX nos Estados Unidos

Durante a Intermodal 2026, a CRAFT recebeu Bruno Barbi, responsável pela operação da CRAFT Estados Unidos, para um bate-papo conduzido por Vitor Maia sobre os movimentos que estão redesenhando o mercado logístico norte-americano. 

Quando falamos dos Estados Unidos, estamos falando da maior economia do mundo e de um dos mercados mais influentes para o comércio internacional. Mas, por trás dos números, existe uma realidade dinâmica, marcada por mudanças geopolíticas, transformações econômicas e novas estratégias de abastecimento que impactam cadeias logísticas em escala global. 

Neste episódio do CRAFT Talks, gravado durante a Intermodal 2026, compartilhamos sua visão sobre o momento atual do mercado norte-americano, os desafios enfrentados pelas empresas e as oportunidades que surgem em um cenário de constante movimento. 

Um mercado em processo de reposicionamento 

Segundo Barbi, o mercado dos Estados Unidos vive um momento de reorganização estratégica. As mudanças promovidas pela atual administração norte-americana vêm alterando fluxos comerciais, relações de importação e exportação e a forma como empresas estruturam suas operações. 

Para além de uma simples mudança econômica, trata-se de uma busca por maior equilíbrio e sustentabilidade das cadeias produtivas. O país procura reduzir dependências excessivas de determinados fornecedores globais e fortalecer setores considerados estratégicos, como tecnologia, indústria, farmacêutico e metais. 

Esse movimento tem levado empresas a revisarem suas operações, consolidarem estruturas e buscarem novos mercados e fornecedores para manter a competitividade. 

O impacto das mudanças nas cadeias globais 

As transformações nos Estados Unidos não afetam apenas o mercado local. Elas reverberam por todo o mundo. 

Nos últimos anos, rotas alternativas foram utilizadas para atender o mercado norte-americano, com destaque para o México, que se consolidou como uma importante plataforma produtiva e logística. O modelo de cross-border permitiu que empresas instalassem operações produtivas em território mexicano para abastecer os Estados Unidos de forma mais eficiente. 

Hoje, países da América Central, como Costa Rica, além de mercados do Sudeste Asiático, vêm ganhando relevância dentro das estratégias globais de abastecimento. Vietnã, Camboja, Indonésia e, principalmente, Índia aparecem como protagonistas desse novo momento. 

Para Bruno Barbi, a Índia é um dos grandes destaques atuais, apresentando índices de crescimento que refletem diretamente o reposicionamento das cadeias globais de fornecimento. 

A busca por autonomia e segurança econômica 

Um dos principais movimentos observados nos Estados Unidos é a busca por maior autonomia produtiva. O foco passa a ser a construção de uma economia mais resiliente, capaz de garantir abastecimento em setores críticos e reduzir riscos associados à concentração de fornecedores em determinadas regiões do mundo. 

Essa estratégia também está ligada a transformações estruturais do mercado de trabalho. Com o avanço da inteligência artificial e da automação, os Estados Unidos buscam fortalecer tanto sua economia de serviços quanto sua capacidade produtiva, criando condições para sustentar o crescimento econômico nas próximas décadas. 

Tecnologia acelera processos, mas não substitui o relacionamento 

A tecnologia tem desempenhado um papel fundamental na logística norte-americana. Automação, inteligência artificial, plataformas digitais e integração de sistemas fazem parte da realidade das empresas que operam no país. Nos últimos anos, especialmente após a pandemia, essa transformação se intensificou significativamente. 

Mas existe um contraponto importante. Embora a digitalização aumente a eficiência operacional, ela também reduziu o contato humano em muitas etapas da cadeia logística. E é justamente nesse ponto que surgem desafios para empresas e embarcadores. 

Para Barbi, existe hoje uma carência relevante de atendimento e suporte no mercado norte-americano. Quando ocorrem imprevistos, algo que é inevitável na logística, muitas empresas encontram dificuldades para obter respostas rápidas e acompanhamento próximo. 

Neste ambiente cada vez mais automatizado, a CRAFT aposta em um diferencial que faz parte do seu DNA: o relacionamento. O investimento em tecnologia e inovação é alto, mas sem abrir mão da proximidade com clientes, parceiros e agentes. A combinação entre eficiência operacional e atendimento consultivo tem sido um dos pilares do crescimento da CRAFT nos Estados Unidos. 

Crescimento construído em conjunto 

Outro ponto destacado durante a conversa foi a integração entre as operações globais da CRAFT. O crescimento da unidade norte-americana está diretamente conectado à força da rede internacional da empresa, especialmente à sua atuação na América Latina. Essa conexão permite compartilhar conhecimento, gerar novas oportunidades de negócios e oferecer soluções integradas para clientes que operam em diferentes mercados. 

No CRAFT Talks completo, você confere esses e outros pontos relevantes sobre o COMEX nos Estados Unidos. É só apertar o PLAY!  

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