Ao contrário do que se pode pensar, inovar não começa pela tecnologia: começa por uma pergunta, uma dificuldade do dia a dia ou pela percepção de que um processo que funciona hoje pode funcionar ainda melhor amanhã. Foi a partir dessa ideia que nasceu o Inova CRAFT, iniciativa que transformou a inovação em uma jornada coletiva dentro da CRAFT.
A experimentação sempre fez parte da cultura da empresa, mas acontecia de maneira orgânica, em projetos liderados por diferentes áreas. O Inova surgiu justamente para dar cadência e criar um fluxo contínuo para esse movimento, aproximando as competências dos Crafters das dores que eles próprios identificavam na rotina.
Processos manuais, dificuldades de comunicação e outras situações complexas passaram a ser observados como oportunidades para desenvolver novas soluções. Desde então, cada edição ajudou a ampliar o significado do projeto.
Da produtividade à experiência do cliente
Na primeira edição do Hackathon do Inova CRAFT, o desafio esteve concentrado em produtividade. Além da construção de soluções, aquela experiência serviu como um grande laboratório para experimentar uma nova forma de trabalhar: já não mais por meio de cargos e funções, mas por iniciativa e desejo de fazer acontecer.
Na prática, as habilidades necessárias para fazer uma ideia avançar falavam mais alto. Essa dinâmica ajudou a consolidar um princípio que continuaria presente nas edições seguintes: no Inova CRAFT, inovar não é responsabilidade de uma área específica.
Na segunda edição, o desafio ganhou uma nova dimensão. O foco passou a ser a experiência do cliente, com nove dores diferentes sendo trabalhadas simultaneamente por nove times. Em vez do modelo tradicional de Hackathon, no qual diferentes grupos competem para solucionar um mesmo problema, a CRAFT construiu uma dinâmica própria, na qual competências e conhecimentos podiam circular entre as squads.
Assim, mesmo trabalhando em problemas diferentes, todos compartilhavam um objetivo: desenvolver soluções capazes de melhorar a experiência dos clientes.
Antes de construir soluções, construir conhecimento
O Hackathon é o momento mais intenso e visível do Inova CRAFT, mas a jornada começa muito antes.
Para que pessoas de diferentes áreas possam participar ativamente da transformação, o processo inclui uma preparação voltada ao desenvolvimento de novos conhecimentos. Os Crafters entram em contato com temas como inteligência artificial, automação, APIs, habilidades cognitivas e Lean para, depois, aplicar esse repertório à análise dos próprios processos e à construção de ideias.
Esse movimento também ajuda a aproximar a tecnologia da rotina das áreas de negócio. Em vez de tratá-la como algo restrito aos especialistas, o Inova parte do conhecimento que cada Crafter já possui sobre suas atividades e mostra como novas ferramentas poderiam potencializá-lo.
Por isso, a área de Tecnologia assume diferentes papéis durante a jornada. Desenvolvedores, especialistas em dados, infraestrutura, segurança da informação e outras competências técnicas trabalham lado a lado com profissionais das áreas de negócio, ajudando a transformar problemas reais em soluções possíveis.
Quando o Inova ultrapassa o Hackathon
Ao longo da trajetória do Inova, uma mudança começou a aparecer na maneira como as pessoas lidavam com novas ideias. Se antes uma das primeiras perguntas diante de uma proposta poderia ser “quem vai aprovar isso?”, a lógica passou a se aproximar muito mais de “quem topa fazer isso comigo?”.
O próprio Inova passou a funcionar como uma espécie de referência interna para novas possibilidades. Ideias começaram a ser identificadas espontaneamente como potenciais projetos para uma próxima edição e, em alguns casos, a resposta passou a ser: por que esperar pelo próximo Inova se podemos começar agora?
Muito mais além do que gerar protótipos, a iniciativa ajudou a estimular uma cultura de experimentação contínua. Até mesmo processos eficientes podem conter pontos de fricção e oportunidades de melhoria, e experimentar pequenas mudanças, medir resultados, aprender com erros e acertos e envolver quem conhece aquele processo na prática são alguns dos princípios que permanecem depois que o hackathon chega ao fim.
O que esperar do próximo Inova CRAFT?
Se as edições anteriores mostraram alguma coisa, é que o próximo Inova não será uma repetição do anterior. Cada jornada parte dos aprendizados acumulados, mas também das novas perguntas que surgem dentro da CRAFT, das transformações do mercado e das possibilidades abertas pela tecnologia.
A expectativa para a próxima edição é continuar ampliando esse movimento: conectar diferentes conhecimentos, transformar dores reais em oportunidades, experimentar novas ferramentas e, principalmente, criar espaço para que mais pessoas participem ativamente da construção das soluções.
Inteligência artificial, automação e digitalização oferecem possibilidades cada vez maiores para o comércio exterior, mas a experiência acumulada pelo Inova reforça um aprendizado importante: a tecnologia é um meio. Para gerar resultado, ela precisa estar conectada ao negócio e responder a uma necessidade concreta.
É por isso que o próximo capítulo do Inova CRAFT começa, mais uma vez, pelas pessoas, sempre dispostas a perguntar, experimentar, compartilhar conhecimentos e construir juntas.
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