Conexão México-Colômbia: o que move a logística entre os dois gigantes latinos? 

Basta olhar para o mapa para entender por que a rota entre o México e a Colômbia é uma das mais “quentes” da América Latina. Em um bate-papo recente entre especialistas da CRAFT que vivem o dia a dia dos portos e estradas da região, o cenário ficou claro: o comércio bilateral está crescendo (com uma alta recente de 6%) e as oportunidades são gigantescas para quem sabe navegar por esses mares. 

Confira os pontos altos do bate-bola entre México e Colômbia que aconteceu no CRAFT Talks, o estúdio de podcast da CRAFT, sediado em meio à Intermodal South America 2026. 

Duas costas, infinitas possibilidades 

Um dos grandes trunfos dos dois países latinos é a geografia privilegiada. Tanto o México quanto a Colômbia têm a possibilidade de olhar para dois lados: o Oceano Pacífico e o Atlântico/Golfo. Essa dupla fachada marítima abre um leque enorme de conexões de transporte, permitindo que as cargas circulem de forma estratégica dependendo do destino final. 

Nesse fluxo, o México se consolidou como um motor exportador para o sul, tendo a Colômbia como seu segundo maior parceiro comercial na América Latina. O que mais viaja nessa rota? Itens da agroindústria, produtos manufaturados, eletrônicos e, claro, o famoso setor de bebidas mexicanas. 

O desafio das grandes distâncias e a segurança nas estradas 

Chegar ao porto é apenas metade do trabalho, o verdadeiro desafio muitas vezes começa no asfalto. No México, a escala geográfica é massiva. Para se ter uma ideia, uma viagem de caminhão da Cidade do México até o porto de Manzanillo supera os 1.300 km (cerca de 20 horas de viagem), enquanto o trajeto até Veracruz fica na casa dos 800 km. 

Com tanta carga rodando por tanto tempo, a logística terrestre exige precisão cirúrgica. Para evitar dor de cabeça e mitigar os riscos de segurança comuns às estradas latinas, o segredo do sucesso do setor envolve três pilares práticos: 

  • Janelas de saída: Despachar os caminhões em horários estratégicos, priorizando a luz do dia. 
  • Rotas controladas: Utilizar preferencialmente rodovias de pedágio (vias expressas), que oferecem melhor infraestrutura e segurança. 
  • Visibilidade: Manter canais de comunicação em tempo real para saber exatamente onde a mercadoria está a cada quilômetro. 

O fim do “preço pelo preço” 

O mercado de transporte internacional vive um momento de transição. Em meio a tensões comerciais globais e gargalos portuários, a mentalidade puramente transacional — aquela de garantir apenas o frete mais barato do dia — está perdendo espaço. 

O consenso é que o futuro da logística latina pertence às relações de confiança a longo prazo. Em mercados dinâmicos e complexos como o mexicano e o colombiano, ter parceiros que entendem a realidade local e oferecem soluções reais vale muito, compensando até mesmo diferenças financeiras. 

No bate-papo, Emmanuel Mendoza, da CRAFT México, e Adriana Cardenas, da CRAFT Colômbia, discutem as conexões entre seus países, os principais desafios e expectativas para esse novo momento, além de como está sendo a operação da nova filial no México e o fortalecimento da colaboração entre os times. Uma conversa que também destaca a evolução do setor e a importância de construir relações mais sólidas e de longo prazo. 

Assista ao episódio completo no nosso canal do YouTube. É só dar o PLAY! 

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