Em um mercado logístico cada vez mais volátil, adaptar-se deixou de ser apenas reagir aos acontecimentos. Hoje, o diferencial competitivo está na capacidade de interpretar cenários, analisar informações com profundidade e tomar decisões consistentes, mesmo diante das incertezas.
Esse foi o tema do episódio especial do CRAFT Talks, gravado durante a Intermodal 2026, que reuniu Sadao Oshiro, da CRAFT, e Fábio Kamada, Diretor da ES Logistics, em uma conversa sobre os desafios que vêm transformando o comércio exterior e a logística internacional.
A era das previsões deu lugar à interpretação dos cenários
Durante anos, o mercado logístico se apoiou em tendências relativamente previsíveis. No entanto, acontecimentos como a pandemia, conflitos internacionais, mudanças tarifárias e alterações nas cadeias globais de suprimentos mostraram que nem sempre os cenários seguem o roteiro esperado.
No podcast, Fábio Kamada destaca que o profissional de comércio exterior precisa estar preparado para um ambiente em constante transformação. Segundo ele, é preciso desenvolver flexibilidade, ampliar o repertório e compreender diferentes fatores que impactam a logística global. Em outras palavras, adaptar-se significa aprender continuamente.
Essa mudança também alterou a forma como as empresas tomam decisões. Em vez de seguir movimentos do mercado por impulso ou por “efeito manada”, cresce a importância da análise crítica e do uso inteligente das informações disponíveis.
Dados são importantes. Mas interpretação faz toda a diferença.
Outro ponto central da conversa é a evolução da tomada de decisão no comércio exterior. Hoje existe uma enorme quantidade de informações disponíveis sobre fretes, rotas, armadores, clima, geopolítica, tarifas, capacidade operacional e movimentações do mercado. O desafio já não é encontrar dados, mas transformá-los em inteligência.
Sadao e Fábio reforçam que a tecnologia tem papel fundamental nesse processo, ajudando a reunir e organizar grandes volumes de informações. Porém, ela não substitui a análise humana.
Tecnologia e inteligência artificial: aliadas da logística
A conversa também abordou um dos temas mais atuais da logística: o uso da inteligência artificial. Em vez de enxergar a IA como substituta das pessoas, o debate mostra como ela pode automatizar tarefas repetitivas, acelerar análises e aumentar a produtividade das equipes.
Ao mesmo tempo, fica evidente que habilidades humanas como criatividade, pensamento crítico, experiência e relacionamento continuam sendo indispensáveis.
Quanto mais tecnologia o mercado incorpora, maior passa a ser a necessidade de profissionais capazes de fazer as perguntas certas, interpretar respostas e transformar informação em estratégia.
Em um mercado mais competitivo, a venda precisa ser cada vez mais consultiva
Outro insight importante do episódio é que, em um cenário de menor previsibilidade e maior competitividade, vender apenas pelo preço deixa de ser suficiente.
Escolher uma rota, recomendar um armador ou estruturar uma operação exige conhecimento técnico, entendimento do negócio do cliente e análise de diversos fatores que podem impactar toda a cadeia logística.
Por isso, a combinação entre tecnologia e experiência se torna essencial para construir soluções sob medida, capazes de gerar mais segurança e eficiência para cada operação.
Assista ao episódio completo!
O episódio do CRAFT Talks traz uma discussão rica sobre volatilidade, geopolítica, tecnologia, inteligência artificial e os desafios da logística internacional.
Se você busca entender como o mercado está evoluindo e quais competências serão cada vez mais valorizadas no comércio exterior, vale a pena conferir essa conversa na íntegra. É só apertar o PLAY!